6/27/2014

GUARDIÃO EXU, O EXECUTOR CÁRMICO DO VAZIO

Ao falarmos de Exu, parece que estamos “chovendo no molhado”, mas ao descrevê-lo da forma que iremos fazer, estamos chovendo em solo muito seco e árido. Sabemos que Exu tira com a mão esquerda e devolve com a mão direita.
Se estivermos negativos e agindo de forma negativa, Exu tira a nossa alegria desvitalizando-nos, pois quem atua de forma negativa contra seu semelhante, não merece sorrir e esbanjar alegria. Mas Exu também devolve a alegria quando passamos a agir positivamente, pois só quem faz o bem pode sorrir e esbanjar felicidade. Exu tira quando nos negativamos e devolve quando nos positivamos.
Por isso dizemos que o mistério Exu, na origem é neutro, porem no meio ele não tem o livre arbítrio, pois no meio ele é regido pela Lei Maior e por uma de suas leis auxiliares que é a Lei do Carma e cobra de quem deve e paga a quem merece.
Se estivermos agindo negativamente contra um semelhante nosso, Exu tira a nossa saúde, desvitalizando-nos e adoecendo-nos, pois quem agir contra um semelhante roubando-lhe a tranquilidade mental, não merece ter saúde, força e disposição para tal feito. Mas Exu também devolve a saúde revitalizando-nos quando passamos a agir positivamente, pois só depois de estarmos doentes é que vamos perceber o quanto é bom ter saúde (plenitude em Deus) e nos voltarmos para Ele, nos redimirmos, fazermos uma reforma intima e nos positivarmos e ai sim, exu devolve nossa saúde, pois aquele que faz o bem e é virtuoso deve ter saúde, força, disposição e vitalidade para ajudar o próximo.
Exu é o guardião que dá e tira, é o Orixá que tira dando e dá tirando, pois devolve a doença e tira a saúde, isso quando estamos agindo negativamente contra uma pessoa e tira a doença e devolve a saúde, isso quando estamos positivos, virtuosos e semeando o bem. Exu nos
ampara quando estamos virtuosos e nos esgota e pune quando estamos viciados.
Exu, enquanto elemento mágico-espiritual ativado e oferendado na natureza, não possui livre arbítrio. Para essa força ativada em nosso nível não há o principio neutro. E quando falamos PRINCIPIO, isso tem o significado de origem, pois na origem exu é neutro e no meio ele é dual e assume a natureza intima que lhe derem, pois não tem livre arbítrio.
Se avançarmos na lei do carma num estudo racional e pensarmos de forma imparcial, veremos exu como executor da lei do carma a serviço da Lei Maior, pois em verdade não recebemos uma demanda ou ao menos um pensamento negativo sem merecermos, pois até um espírito sofredor ou um obsessor nos é ligado por afinidades concernentes à lei cármica.
Nessa encarnação podemos ser pessoas de bem e virtuosas, porem devido ao nosso adormecimento na carne, não sabemos o que fomos em outras encarnações, pois podemos ter débitos de uma encarnação ocorrida a cinco mil anos atrás e só agora que estamos aptos, ou seja, com um nível de consciência elevada, somos cobrados pela Lei Maior onde, a lei do carma entra em execução para saldarmos a nossa divida para com um ato cometido quando estávamos em desequilíbrio.
Uma ação negativa sempre tem um inicio e não importa quando, um dia prestaremos conta da mesma. Servindo-se de um exemplo dizemos assim: Dois amigos que entre eles nunca houve um antagonismo que pudesse abalar sua amizade, porem por um motivo de ciúmes uma das partes toma uma atitude negativa assassinando o outrora amigo, atitude esta que irá marcar para sempre seu espírito. Podemos relatar aqui, por exemplo, Caim e Abel, os dois irmãos bíblicos. Ali na gênese relata que Caim teria sido um dos primogênitos que havia nascido na terra de gravidez normal resultante de relações entre Adão e Eva. Tanto ele quanto Abel teriam sido “supostamente os primeiros” seres humanos encarnados, pois eles não viviam no “paraíso” com seus pais e “nasceram” aqui na terra.
Pois bem, nessa historia devemos nos atentar para a verdade oculta por traz da alegoria.
Se não, vejamos: Os dois espíritos estavam na sua primeira encarnação, eram espíritos naturais que haviam adentrado em seu primeiro ciclo encarnacionista e estavam isentos de débitos e não possuíam carmas anteriores. Através de um sentimento negativo tipicamente desumano que é a inveja, um dos muitos sentimentos negativos que nos afastam de Deus tornando-nos vazios de sua plenitude, Caim adquiriu seu primeiro carma ao matar seu irmão Abel.
Até ali os dois estavam isentos de carmas, pois eram espíritos que estavam realizando seu primeiro ciclo encarnatório. Porem Caim adquiriu seu primeiro carma e um dia não importa quando a Lei Maior cobraria essa pendência ou carma, que foi adquirido em um ato negativo quando ele, em desequilíbrio e ausente de Deus, cometeu esse pecado por estar vazio de sentimentos positivos (Deus).
E, como quem rege o vazio ou o estado do vazio é Exu, O Senhor Guardião da Esfera do Vazio, onde tudo que se negativa torna-se vazio, pois Deus é a plenitude e o virtuosismo e fora Dele nada existe e ninguém subsiste. Então todos os seres que têm seus vazios relativos preenchidos com sentimentos viciados, sejam eles de ódio, inveja, traição, cobiça, fúria, intolerância, etc, adentra no campo desse guardião do Vazio, que é Exu, para que assim possam ser esgotados dos seus vazios relativos, cheios de sentimentos negativos.
Sendo assim, Exu é guardião desses vazios pessoais e a Lei Maior usa de seu mistério com intensidade como executor de carmas que só são adquiridos quando infringimos a Lei Maior, ou seja, quando em desequilíbrio ou desarmonia (ausência de Deus) cometemos algum ato negativo.
Se Deus é harmonia e equilíbrio, os antônimos desses dois estados estão indicando um vazio relativo ou uma ausência de dele.
E sabemos que fora de Deus nada existe.
Exu, O Orixá, é uma Divindade Planetária ou Divindade Maior de Deus que tem suas hierarquias de seres que trabalham sobre a Sua irradiação. Tem suas divindades médias, menores, classes de seres divinos, seres elementais, naturais, até chegar ao nosso nível, que são de seres espiritualizados e humanizados.
Não podemos jamais confundir a Divindade Maior Exu com os espíritos humanos “exunizados” que nós trabalhamos ou com espíritos elementais e naturais que nós oferendamos.
Devemos distinguir a Divindade Maior Regente de um Mistério de Deus, dos seres que somente manifestam suas qualidades, para que assim não venhamos a descaracterizar e nem humanizar demais uma Divindade cuja natureza e origem são divinas e que atua em toda a Criação e não esta somente voltada para nós ou para nossa realidade.
Não podemos confundir o Orixá Maior Exu, com os espíritos que se manifestam e incorporam sobre sua regência, pois esses espíritos estão em evolução.
O Orixá Maior Exu, é uma Divindade Maior de Deus e que realiza sua função em toda a Criação, amparando todas as criaturas geradas pelo Divino Criador.
Então o Orixá Maior Exu, na origem é neutro e guarda o estado do Vazio; no meio espiritual a Lei Maior utiliza esses espíritos que foram exunizados para executar o carma adquirido por nós, não importando quando adquirimos esses débitos, pois a semeadura é livre e a colheita é obrigatória e no fim esta a onisciência de Deus que tudo sabe.
E somente quando estivermos elevados e adquirirmos uma consciência maior de suas Leis, tem inicio a colheita dos males que semeamos, pois já amadurecemos como seres humanos e estamos aptos a colher os frutos amargos que plantamos enquanto estávamos vazios de sentimentos.
Precisamos entender que até um espírito obsessor que nos tira a paz esta ligado carmicamente conosco por fios invisíveis e devemos meditar sobre essa atuação, pois, na maioria das vezes, ela não esta refletida em um ato dessa encarnação e sim de outras vidas e a vitima de hoje talvez tenha sido o algoz de ontem.
Sendo assim, exu enquanto elemento mágico ativado em um ponto de força na natureza, não possui livre arbítrio e a lei utiliza-se desse meio e condição dos espíritos exunizados para atuar através deles na lei do carma e ir esgotando os débitos e devolvendo os créditos, permitindo assim que a semeadura seja livre, porem a colheita obrigatória.
SARAVÁ UMBANDA
Por: Pablo

6/18/2014

FOLHAS E ERVAS SAGRADAS DOS ORIXÁS


Folhas e Ervas são a base de praticamente tudo que nos cerca.
Na Umbanda é o sangue vegetal que na forma de banhos nos purifica e consagra.
Quem for banhado por elas espanta os males físicos e espirituais.
As ervas possuem vasto uso, nos rituais são muito utilizadas em homenagens, invocando sua proteção para que os atos litúrgicos sejam bem encaminhados. Enfim, seu uso é primordial, pois nada acontece sem folhas.
Um dos grandes mistérios em quase todos os ramos da Magia em todo o mundo é a utilização das plantas, raízes e sementes das ervas mais variadas. São usadas tanto em forma de defumações para os Deuses quanto para banhos purificadores, protetores e de cura.
A seguir citaremos algumas das ervas mais usadas na Umbanda e o Orixá pertencente:
OXALÁ
Levante
Erva Cidreira
Alecrim, Hortelã
Boldo, – algodoeeiro
- colônia, – girassol
- funcho
- malva cheirosa
YEMANJÁ
Unha de vaca
fls de Lágrimas de Nossa Senhora
Mastruço, Chapéu de couro
Jasmim, anis
- erva de Santa Luzia
- pata de vaca, – hortelã
- alfazema, – lavanda
FALANGE DAS CRIANÇAS
Amoreira, Alfazema
- groselheira
- hortelã
- rosa branca
- alecrim, – laranjeira
- manjericão
- sálvia
OXUM
- alfavaca, – arnica
- calêndula, camomila
- erva cidreira
- ipê amarelo, – gengibre, rosa branca e amarela
OXOSSI
- carapiá ou contra erva
- salgueiro chorão
- jurema, – eucalipto
-alecrim do campo
- guiné caboclo, – samambaia
- pariparoba, – alfavaca
YANSÃ
- amor agarradinho
- bambu, – dormideira
- romã, – espada de Iansã
- louro, – manjericão
pitangueira, – alfazema
XANGO
Café (Folhas)
Mangueira (Folhas)
Erva de São João
- alfavaca roxa
- flamboyant, – manjerona
- hortelã, – levante
- cipó mil-homens
- mentrasto, nega mina
OGUM
Flecha de Ogum,
Erva de Bicho (Folha de Jurupitã)
- vence tudo – abre caminho
-aroeira, -pinhão roxo
- carqueja, – pata de vaca
- agrião, -losna, -jatobá
- espada de São Jorge
PRETOS VELHOS
Guiné
Eucalipto
Arruda
- manjerona
- pinhão roxo
EXU
Mamona, carqueja,
picão preto, unha de gato, arruda, comigo ninguém pode, beladona, cactus, cana de açúcar, mangueira, pimenta da costa, urtiga
pinhão roxo, chorão
OMULU OU OBALUAIÊ
- alfavaca roxa
- agapanto lilás
- babosa
- fruta de pomba
- mostarda, – mamona
- gervão, – velame
- canela de velho
NANÃ
- alfavaca, – assa peixe
- erva cidreira
- cipreste, – avenca
- manacá, – quaresmeira
- pinhão roxo
- crisântemos roxos
- oriri
ERVAS MAIS USADAS NA UMBANDA
Alecrim – Pertence a Oxalá. Entra em qualquer obrigação de cabeça dos filhos de qualquer orixá. Bastante emprego nos rituais de defumação, banho de descarrego. É parte indispensável do ‘abo’. Eficiente destruidor de larvas astrais. O Chá é empregado para combater tosses e broquites com sucesso.
Arruda – Planta de odor bem forte que pertence a Oxóssi e Exu. Muita usada contra maus fluídos, inveja, olho-grande, e para benzimentos. A variedade do orixá Oxóssi, com folhas miúdas; aplica-se nos bori, lavagem de contas (guias), e banhos de limpeza ou descarrego. O uso medicinal é contra verminoses e reumatismo em chás, e o sumo aplica-se para reduzir feridas.
Bambú – Pertence a Yansã e Egun. Muito aplicada como enfeite nas casas de Egun nas festas. Poderoso defumador contra larvas astrais, fazendo mistura com palha ou bagaço de cana. Excelente banho contra perseguição de obsessores ou maus espíritos. Na medicina popular é utilizado nas diarréias e pertubações do estomago.
Camomila – Pertence a Oxalá e Oxum. Aplicação em banhos de descarrego e no “abo”. Na medicina popular tem larga utilização em chás reguladores dos intestinos; estimula o apetite.
Cana-de-Açucar – Pertence a Exú. Planta muito importante nos rituais. Seja o bagaço ou o produto, o açucar, são amplamente utilizadas em defumações para melhoria das condições financeiras, misturando com pó de café virgem, cravo-da-índia, e canela em pó.
Girassol – Pertence a Oxalá. Utiliza-se em qualquer obrigação de cabeça, no ‘abo’ e banhos de descarrego. Tem muito prestígio em defumações pois é poderoso anulador de fluidos negativos edestruidora de larvas astrais. Nas defumações usa-se as folhas e nos banhos colocam-se também as pétalas colhidas antes do nascer do sol.
Romã – Erva Sagrada pertencente a Yansã. As folhas são utilizadas em banhos de descarrego. A medicina popular emprega o cozimento das cascas dos frutos para o combate de vermes e o mesmo cozimento para gargarejos nas inflamações de garganta e da boca.
ORIXÁS E SUAS ERVAS
Oxalá: Tapete de Oxalá (boldo), algodão, arnica da horta, alecrim, folhas e ramos de palmeiras, folhas de laranjeira, hortelã, erva cidreira, rama de leite, malva branca, saião branco, folha da costa, rosa branca, louro, manjerona, manacá, macaça, erva doce;
Oxossi: Alfavaca do campo, jureminha, caiçara, arruda, abre caminho, malva rosa, capeba, peregum, taioba, sabugueiro, jurema, capim limão, acácia, cipó caboclo, goiabeira, erva de passarinho, guaco, guiné, malva do campo, são gonçalinho, Louro, cabelo de milho, eucalipto, manjericão, samambaia;
Ogum: Espada de São Jorge, crista de galo, folhas de mangueira, Taioba, Cipó chumbo, Palmeira de dendezeiro (Mariwo), abre caminho, alfavaquinha, arnica, aroeira, capim limão, carqueja, dandá da costa, erva tostão, eucalipto, jaboticabeira, losna, pau rosa, peregum, porangaba, são gonçalinho, jatobá;
Xangô: Folha da costa, matamba, betis cheiroso, levante, folha de fogo, cerejeira, figueira branca, amoreira, ameixeira, espada de Santa Bárbara, Comigo ninguém pode, cipó mil homens, folhas de café, folha de manga, Guiné, arruda, limoeiro, umbaúba, vence demanda, urucum, pessegueira, pau pereira, para raio, noz moscada, nega mina, mutamba, mulungu, manjericão, malva cheirosa, jaqueira, folha da fortuna, folha da costa, fedegoso, erva tostão, erva de são João, cavalinha;
Iemanjá: Jarrinha, Rama de leite, cana do brejo, betis cheiroso, algas marinhas, alfavaquinha,flores branca de qualquer espécie, aguapé, camélia, folha da costa, jasmim, lagrima de nossa senhora, macaça, malva branca, taioba branca;
Oxum: Folha de vintém, folha da fortuna, malva, dracena, rama de leite, malva rosa, narciso, flores de tonalidade amarela, lírios de toda espécie, margaridas, flor de maio, amor perfeito, madressilva, quioco, oriri, mutamba, melissa, macaça, ipê amarelo, folha da costa, erva de santa Maria, erva de santa luzia, colônia, camomila, assa peixe, aguapé;
Iansã: Erva santa, umbaúba, folhas de bambu, folha de fogo, capeba, perientária, bredo sem espinho, malmequer branco, dormideira, espada de santa bárbara, flores amarelas ou coral, dracena, papoula, gerânio, erva de passarinho, erva tostão, guiné, jaborandi, louro, malva rosa, nega mina, peregum, pinhão roxo;
Nanã: Alfavaca roxa, assa peixe, avenca, cana do brejo, capeba, cedrinho, cipreste, erva de passarinho, jarrinha, manacá, Maria preta, mutamba, quaresmeira, rama de leite;
Omulu/Obaluaê: Zínia, folhas de laranja lima, folhas de milho, barba de velho, vassoura preta, velame, sete sangrias, sabugueiro, musgo, manjerona, mamona, espinheira santa, carobinha do campo, assa peixe;
Exu: Abranda fogo, mamona, carqueja, picão preto, unha de gato, arruda, comigo ninguém pode, arrebenta cavalo, azevinho, bardana, beladona, cactus, cana de açúcar, cansação, catingueira, corredeira, figueira preta, folha da fortuna, garra do diabo, mangueira, pau d’alho, pau santo, pimenta da costa, pinhão roxo, urtiga, chorão;
As 7 linha: Geralmente usam todas as ervas não existindo uma em especial.
CLASSIFICAÇÃO DAS ERVAS:
Ervas Calmas: Boldo, erva doce, erva cidreira, alecrim do campo, camomila, capim santo, malva branca, malva cheirosa, erva de santa Maria, erva de santa luzia, jasmim, colônia, macaça, aguapé, alfazema, melissa, capim cidrão, folha de maracujá, manjericão, etc…
Ervas fortes: Arruda, guiné, espada São Jorge, espada de Santa Bárbara, carqueja, aroeira, comigo ninguém pode, peregum, nega mina, umbaúba, mamona, picão branco, eucalipto, pinhão roxo, bambuzinho, taioba, lança de Ogum, espada de Ogum, folha de fumo, etc…
Ervas bravas: Barba maldita (cipó azougue), unha de gato, comigo ninguém pode, coroa de cristo, mamona, picão preto, urtiga, chorão, folha de limão, folha de seringueira, etc…
Obs.: A combinação das ervas, deve ser feita de acordo com a necessidade, não há mistério, desde que conheçamos as ervas e sua classificação e ainda os Orixás, por exemplo: banho de abre caminho deve-se usar ervas fortes combinadas com Orixás de abre caminho. Ervas bravas de preferência devem ser usadas apenas como bate folha (descarrego) na matéria ou em lugares.
BANHOS DE ERVAS
Arnica – afasta a negatividade
Abre Caminho – novas forças
Alecrim – clareza mental
Arruda – proteção
Anis Estrelado – aumenta a auto-estima
Água-de-arroz – calmante
Alfazema – mudança
Camomila – limpeza (bactericida)
Canela – limpeza, força e prosperidade
Cravo da Índia – estimulante
Erva doce – boas energias
Espada de São Jorge – proteção
Folhas de Manga – prosperidade
Folhas de Louro – prosperidade
Fumo – proteção
Flor de sabugueiro – calmante
Guiné – proteção e força
Girassol (sementes) – acelera as mudanças
Hortelã – aceitação
Levante – força, melhorar a auto-estima
Losna – corta a negatividade (raivas)
Macela – calmante (bom para insônia)
Manjericão – equilíbrio, renova as células do organismo
Pitanga (folhas) – melhora a circulação
Rosas brancas – limpeza
Rosas vermelhas – energia
Banhos Específicos:
Descarrego:
- 3 galhos de arruda
- 3 galhos de guiné
- 3 galhos de alecrim
- 1 espada de São Jorge
Abre Caminho:
- 7 folhas de loro
- 7 galhos de manjericão
- 7 cravos da india
- 7 sementes de girassol
ERVAS PARA AFASTAR MAUS ESPÍRITOS - São usadas para fazer Sacudimentos de Pessoas e Ambientes como: Losna; Cipó; Comigo-Ninguém-Pode; Fumo; Alho; Crisântemo; Bananeira; Abre-Caminhos; Espada de São Jorge; Pinhão Roxo; Guiné; Mamona, entre outras.
ERVAS PARA AMULETO - Usadas com a finalidade de Proteção e Segurança, são as seguintes: Alfavaca ou Manjericão; Guiné; Arruda; Indirí; Alecrim; Canela Preta; Espada de São Jorge, entre outras.

6/17/2014

O Dia em que Sàngó foi chamado de Covarde

Sàngó e Èfón entraram em disputa pelo amor de uma mulher muito bela, filha de Àpákò. Por determinação da mulher, Sàngó e Èfón deveriam combater entre si e, no fim de dezesseis dias, ela anunciaria qual dos dois seria considerado vencedor, conquistando assim o direito de desposá-la. Èfón armou-se com um poderoso par de chifres e dirigindo-se ao campo de luta, atacou furiosamente Sàngó que surpreso, bateu em retirada, indo refugiar-se no Orun.

Naquele tempo, Sàngó era ainda muito jovem e inexperiente, mas aconselhado por Èsù, consultou Ifá para saber de que forma poderia vencer a disputa pela mulher amada. Na consulta, fora-lhe prescrito um sacrifício. Enquanto isso, os adversários de Sàngó espalhavam o boato de que ele era um grande covarde, que havia fugido de Èfón sem opor a menor resistência.

Sàngó, então, realizou o sacrifício e imediatamente após começou a trovejar. No meio da tempestade, surgiu Sàngó e a cada brado que emitia, numerosos raios saiam de sua boca numa demonstração de seu poder incontestável. Diante de tão assustadora visão, Èfón depôs suas armas e curvando-se, submeteu-se ao poder de Sàngó, suplicando-lhe piedade.

Após esse dia, nunca mais ninguém ousou chamar Sàngó de covarde

6/12/2014

A relação ética entre Médiuns, Entidades, Cambone, Consulentes e o Templo.

A relação ética entre Médiuns, Entidades, Cambone, Consulentes e o Templo.

Dentro de um Terreiro de Umbanda e especialmente em nosso Templo o conceito de ética é de grande importância, seriedade e extrema responsabilidade e assim deve serpraticado. A ética é e deve ser prática constante em sua vida, seja em sua casa, em seu trabalho em seu circulo de amizades e convivência e com você mesmo.
A ética se caracteriza pela postura de respeito, sigilo, seriedade, preservando a privacidade das pessoas, particularidades e tudo que possa causar danos a integridade delas perante sua família, seu grupo de trabalho, social e religioso, sendo este último o que vamos tratar a seguir.
Dentro do Templo Espiritual de Umbanda Caboclo Pena Verde a ética abrange a pessoa, porém vai muito além dela, desde que a espiritualidade atuando através das Entidades, faz uso do Médium e mesmo do Cambone que o assessora no plano terrestre. Tanto Médium como Cambone são partes ligadas ao trabalho destas Entidades no atendimento aos consulentes e diretamente envolvidos com assuntos pessoais, muito vezes de cunho íntimo dela própria, de familiares ou de pessoas próximas. Frente a uma Entidade os consulentes sentem-se a vontade para expor seus problemas ou dificuldades com todos os detalhes que venham à mente, pois esta é uma das facilidades que a Umbanda permite, ou seja desabafar, mostrar por inteiro tudo que aflige a pessoa. Com isto a Entidade, Médium e Cambone, passam a ser confidentes e até cúmplices nestes casos, é aí que se inicia todo o processo ligado a ética na visão religiosa, na visão deste Templo, na responsabilidade e sigilo, no comprometimento a privacidade e preservação da integridade do consulente, da Entidade em razão de suas respostas e orientações, do Médium por ser este o veiculo e do Cambone, sendo este um ouvinte e participante.
Visto desta forma o Médium (consciente) deve ter como postura não se deixar envolver pelos problemas ali apresentados, muito menos agindo por impulso, tomar a frente das Entidades, o que pode causar sérios danos ao efeito das orientações e distorcendo o entendimento do consulente para solução do problema, e principalmente do comentário sobre o assunto tratado dentro ou fora do Templo o que pode causar danos muito maiores a todos e principalmente a Casa e seu Comando.
Quanto ao Cambone, a postura e o sentido ético a ser adotado é praticamente o mesma, acrescido dos cuidados e responsabilidade de observar a clareza da orientação passada pela Entidade e não deturpar o sentido da mesma, fazendo uso de habilidades espirituais que não tem ou fazendo interpretações incorretas da mensagem dirigida ao consulente.
Para ambos Médium e Cambone, a ética no sigilo e preservação da integridade estende-se também e principalmente aos assuntos que envolvam o Templo ou qualquer de seus membros. Todo assunto que possa chegar a seus ouvidos ou que presencie tem que ser tratado com responsabilidade e todos os cuidados para que não sejam divulgados de maneira incorreta e perniciosa, afetando a harmonia do ambiente ou do grupo, causando constrangimentos e mal estar.
A observância da ética dentro do Templo e fora dele pelos seus Filhos de Santo e freqüentadores é demonstração da maturidade evolução espiritual, e solidez de caráter de seus membros o que assegura que o objetivo do ensinamento, aprendizado e crescimento do Espírito esta sendo atingido, garantindo a credibilidade e o fortalecimento da Casa e da Corrente.
Cada Filho de Santo e mesmo a Assistência deste Templo deve ter um conceito mais abrangente de ética, sendo ele extensivo e observado em casos onde se perceba que esteja havendo quebra da regra ética por parte de outras pessoas, fazendo comentários, julgamentos ou agindo de forma não condizente com o conceito de preservação da integridade e respeito ao ser humano seja ele quem for.
Texto de Antonio Carlos.